O fim de que possamos desfrutar plenamente os benefícios do evangelho, devemos entender a obra que Jesus fez por nós no passado, o que Ele faz agora e o que fará no futuro. Podemos compreender esse assunto, estudando o ritual do santuário terrestre dos israelitas, que prefigurava o atual ministério de Cristo no santuário celestial. É fundamental que entendamos o que a Bíblia ensina sobre o tema.
E Me um santuário, para que Eu possa no meio deles. Vê, pois, que tudo faças segundo o modelo que te foi no monte.
Logo após a entrada do pecado, Adão e os patriarcas construíram altares e ofereceram sacrifícios a Deus (Gn 8:20; 12:7 e 8; 13:18; Hb 11:4). Tempos depois, Deus mostrou a Moisés o verdadeiro santuário celestial que serviria de modelo para o santuário que seria construído no deserto, como lugar da habitação de Deus. Por meio desse santuário, o plano da salvação foi apresentado à humanidade em símbolos.
O santuário possuía um pátio externo e dois compartimentos internos. O primeiro compartimento interno era o lugar santo, e o segundo, o lugar santíssimo. No lugar santo o sacerdote realizava o trabalho diário (Hb 9:6) e ali havia uma mesa com pães, o candelabro e o altar de incenso (Êx 40:22, 24, 26). No lugar santíssimo o sumo sacerdote entrava uma vez por ano no Dia da Expiação, o décimo dia do sétimo mês (Hb 9:7). Nesse compartimento se encontrava a arca da aliança coberta de ouro e, dentro dela, as tábuas dos dez mandamentos, uma urna de ouro contendo o maná e o bordão de Arão (Êx 40:20, 21; Hb 9:3, 4). Um véu separava esses dois compartimentos (Êx 26:33). À frente do lugar santo ficava o pátio, onde estavam o altar do holocausto e a pia em que os sacerdotes lavavam as mãos (Êx 40:29, 30). O santuário era móvel, cercado e teve sua construção aprovada por Deus (Êx 40:33,34-38).
Os cordeiros sacrificados representavam Jesus que, na cruz, morreria pelos pecados da humanidade. A principal função do sacerdote era atuar como mediador entre Deus e os seres humanos. O sacerdote recebia as pessoas que confessavam seus pecados sobre o cordeiro e o sacrificavam. Para atender os pobres, os que estavam impossibilitados de comparecer ao santuário e pelos pecados de ignorância, Deus instituiu o sacrifício contínuo (Tamid) que era oferecido diariamente de manhã e à tarde, simbolizando a mediação contínua de Jesus. Por esse meio, o pecado era, então, simbolicamente transferido para o santuário e permanecia ali até o Dia da Expiação. Por meio do sacrifício diário, Deus lembrava Seu povo que o salário do pecado é a morte e apontava para o sacrifício de Jesus, o verdadeiro Cordeiro de Deus.
O décimo dia do sétimo mês era o Dia da Expiação. Todos os pecados confessados ficavam simbolicamente registrados no santuário até essa data. Nesse dia acontecia, simbolicamente, a remoção dos pecados e a purificação do santuário. Era um dia de juízo que ilustrava o dia do grande julgamento de Deus. Hoje estamos vivendo o grande Dia da Expiação e aguardamos com expectativa a grande festa que ocorrerá no Céu (Festa dos Tabernáculos). A postura de humildade e confissão de pecados enquanto se aguardava o resultado da purificação do santuário naquela ocasião serve como exemplo para o povo de Deus hoje. A mesma atitude deve ser vista nos filhos de Deus enquanto seus nomes passam diante do Juiz de toda a Terra. Ao Jesus concluir o juízo da Expiação, retornará a Terra e dará a sentença aos infiéis: "Apartai-vos de mim, não vos conheço" (Mt 7:21-23).
Através do sacrifício diário os pecados eram transferidos simbolicamente do pecador arrependido para o santuário. Uma vez ao ano, realizava-se a limpeza ou purificação do santuário no Dia da Expiação, removendo os pecados para o deserto. O santuário era o coração do culto israelita. Através de suas atividades e rituais Deus empregou um recurso didático para exemplificar o plano da salvação. Além disso, o santuário apontava para o Messias vindouro e o ministério de Jesus no verdadeiro santuário que o Senhor erigiu e não o homem.
Eis que o do santuário se rasgou em partes de alto a baixo. Com a morte de Cristo, o santuário terrestre perdeu sua função, pois a sombra deu lugar à realidade. Cristo hoje ministra no verdadeiro santuário que o Senhor , não o homem.
O santuário terrestre chegou ao seu fim quando Jesus passou pela morte na cruz. Simbolicamente, o véu que cobria o Lugar Santíssimo, onde Deus habitava, foi descoberto e a presença de Deus não seria mais vista ali. Após Sua ascensão, Jesus foi para o lugar Santo do Santuário Celestial onde iniciou a primeira fase da obra de intercessão (Hb 5:5; Ap 1:12-13).
Abriu-se, então, o santuário de , que se acha no e foi vista a da aliança.
A exemplo do que ocorria no santuário terrestre, Jesus está realizando, em nosso favor, duas atividades no santuário celestial: intercessão (1Tm 2:5; 1Jo 2:1), simbolizada pelo serviço diário, e julgamento (Jo 5:22; Dn 7:9,10), representado pelo Dia da Expiação. Sempre que um pecador arrependido vai a Deus em nome de Jesus e pede perdão, Cristo intercede por ele no santuário celestial, aplicando em seu favor os méritos de Seu sacrifício na cruz. Mas, Ele também realiza o trabalho de juiz, neste momento. O próximo estudo esclarecerá esse tema.
O santuário terrestre foi feito segundo o modelo do santuário do . Era dividido em compartimentos: santo e . O sacerdote oferecia cordeiros: um pela manhã e outro à tarde. No dia da Expiação, era feita a remoção dos pecados. Jesus, hoje, está atuando no verdadeiro santuário que existe no .
Reflexão: O santuário terrestre mantinha os olhos do povo na primeira parte do plano da salvação - o sacrifício substitutivo do Messias. O santuário celestial mantém os olhos do povo na consumação final do plano da salvação - destruição do pecado e transformação de pecadores à imagem de Deus.
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